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Dados Geológicos

 
 
A região onde está o município de Osório apresenta a transição entre a encosta rochosa, formada por rochas vulcânicas da Formação Serra Geral e arenitos (que no passado geológico foram dunas) do antigo Deserto Botucatu, localizados na base e interagindo com áreas mais planas compostas por sedimentos da Planície Costeira do estado do Rio Grande do Sul .
 
 
A planície vista do Morro da Borússia
 
A planície observada a partir do mirante no Morro da Borússia representa o testemunho de dois dos quatro eventos de deposição de sedimentos relacionados a subidas e descidas do nível do mar, registrados na Planície Costeira do RS.
 
 
Formação geológica RS: a planície costeira
 
A margem continental brasileira no extremo sul é ocupada por uma bacia sedimentar denominada de bacia de Pelotas. A planície costeira corresponde à parte emersa da bacia de Pelotas, formada por extensa superfície de terras baixas. A planície costeira é a unidade geomorfológica de formação geológica mais recente, com limite norte na barra do rio Mampituba, limite sul o arroio Chuí, a leste o Oceano Atlântico e a oeste as vertentes da formação da serra geral.
 
 
Formação geológica do RS: a serra
 
Estudos, na bacia sedimentar do Paraná, apontam que a 250 milhões de anos atrás as areias desérticas da formação Botucatu cobriam as paisagens que se estendiam por quase todo Rio Grande do Sul. À cerca de 190 milhões de anos, um intenso processo de vulcanismo cobriu com efusivas basálticas praticamente todo deserto. Sucessivos derrames de lava espalharam- se por toda região empilhando muitas camadas de basalto, atingindo nos pontos mais elevados em torno de 1000 metros de altura (LEINZ, 2001). Desta maneira, a formação Botucatu ficou submersa por uma sequência muito espessa de rochas basálticas, transformando o estrato norte do estado em uma ampla e plana formação denominada de serra geral.
 
 
 
O Morro de Osório é parte desta formação rochosa (vista a partir de um dos pontos mais altos, em frente a lagoa dos Barros).
 




 




 
Vista da planície costeira com a Lagoa dos Barros no primeiro plano.
 
 
Formação das lagoas através das transgressões e regressões marinhas(1):
 
A evolução da planície costeira teve início a partir de sucessivas regressões e transgressões do mar, durante o período Cenozóico. Este processo acumulou na costa mais de 10.000 metros de sedimentos continentais, transicionais e marinhos.
Esses sedimentos são denominados terras baixas, e hoje têm o tamanho aproximado de 33.000 Km², formando em sua grande maioria por um enorme sistema de lagos e lagunas costeiras.
 
 
 
 
Formação das lagoas através das transgressões e regressões marinhas(2):
 
Os sistemas deposicionais do tipo laguna barreira desenvolveram-se através de quatro sistemas nos quais deixaram registrado o pico de transgressões e regressões marinhas.        O sistema deposicional laguna-barreira I é o mais antigo e desenvolveu-se como resultado de um primeiro evento trasgressivo-regressivo do mar no período pleistocênico, tendo idade aproximadamente de 400 mil anos. O sistema deposicional laguna barreira II é resultado de um segundo evento transgressivo-regressivo pleistocênico do oceano, correspondendo a 325 mil anos. O sistema deposicional laguna barreira III é também resultado de um evento transgressivo-regressivo do oceano à aproximadamente 120 mil anos. E finalmente o sistema deposicional laguna barreira IV, apresenta-se como o mais recente na Planície costeira, sendo datado de aproximadamente cinco mil anos.

No pico desta ultima transgressão o nível de mar alcançou aproximadamente cinco metros acima do nível atual. Esta formação geológica gerou um relevo extremamente plano na Planície costeira e uma característica de uma praia em linha reta que supera os 618 km .
 
Formação das lagoas através das transgressões e regressões marinhas(3):
 
O sistema III está associado ao penúltimo evento entre glaciações (interglacial) que ocorreu há cerca de 125 mil anos atrás, durante o Pleistoceno. Seus depósitos se estendem de maneira quase contínua desde o litoral norte do RS (região de Torres) até o extremo sul (Chuí).
O sistema IV vem sendo formado desde 5 mil anos atrás até os dias atuais. No início de sua deposição o nível do mar estava de 2 a 4 metros acima do atual. Na área de Osório esse sistema é representado principalmente por alguns campos de dunas e pela laguna de Tramandaí, que consiste no “funil” de escoamento para o mar de toda a rede de drenagem da região.