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O Projeto

O Observatório do Morro da Borússia: Sensibilidade e Lugar é o primeiro resultado de uma metodologia criada para observar e comunicar as sensibilidades de um lugar. Essa metodologia ganha o nome de “observatório de sensibilidades”: conjunto de ações contínuas, exercitadas em um espaço delimitado com objetivo de observar as sensibilidades pulsantes que ali existem.

A sensibilidade – alvo primeiro das ações do observatório – é entendida como o universo tradicional e atual das formas de percepção, expressão e comunicação de realidades palpáveis e imaginadas; dos gestos que traduzem as identidades de grupos humanos, arquiteturas, produções e geografias que conferem realidade a um lugar.

A metodologia do observatório de sensibilidades envolve mapeamentos, reconhecimentos de realidades, contatos com populações e lugares, mergulhos nos modos de vida e suas narrativas e, também, na historiografia formal e informal, tanto quanto nas ficções. Envolve conhecer os vivos, estar com eles, ouvi-los, saber de seus cotidianos, convidá-los a contribuir com representações do lugar que habitam. Implica, também, estudar os mortos: ouvi-los através dos vivos, ler seus registros e buscá-los nos gestos e palavras dos que hoje vivem na mesma região.

A metodologia abre-se, ainda, para a coleta de imagens, sons, objetos e documentos que podem servir, de forma livre ou sistemática, a novas representações do lugar – e deve permanecer aberta para dispositivos, elementos e métodos ainda por inventar.

O projeto é uma parceria entre a Associação Arena de Arte e Cultura, Instituto Bela Vista de Educação e Cida Cultural, com financiamento do Pró-Cultura RS - Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e apoio do Corede Litoral Norte, Unisc - Capão da Canoa e prefeituras municipais de Osório e de Capão da Canoa.

As atividades realizadas durante a construção do site (Sarau de Gestão CulturalSarau de Histórias AmbulantesSarau de Música) financiadas pelo FAC-RS envolveram encontros de confraternização e saraus destinados à apresentação do projeto e à formação de uma rede de colaboradores locais, sem os quais não seria possível produzir os conteúdos publicados. 

Esperamos que, a partir da publicação dos primeiros materiais, novas contribuições e sugestões sejam aportadas, ajudando-nos a compartilhar, o mais amplamente possível, a riqueza de histórias, paisagens e experiências dessa porção tão rica do Brasil.

Maria Helena Bernardes 
Coordenadora do Observatório do Morro da Borússia: Sensibilidade e Lugar